Curiosidade “empurra” internautas para os golpes virtuais

A mensagem chega à caixa de e-mail com o nome de um remetente desconhecido. No texto, geralmente cheio de erros de português, o internauta diz ter saudades do tempo da escola e de toda a turma, sem especificar qualquer nome. Quando as memórias já estão longe, surge a proposta irrecusável: “clique aqui para ver meu antigo álbum de fotos”.

Pronto. Quando o internauta segue a sugestão, com a intenção de lembrar dos velhos tempos, instala involuntariamente em seu computador um programa que pode desativar softwares de segurança, apagar arquivos ou até roubar as informações do micro – agora infectado.

As vítimas caem nos golpes motivadas principalmente por quatro fatores: curiosidade, carência, intenção de levar vantagem ou pura desinformação.

Com isso em mente, pessoas más se dedicam à criação de falsas mensagens, que sugerem o reencontro de velhos amigos, fazem acusações ao destinatário (do tipo que aparece no título “eu não esperava isso de você”, ou “como você pôde fazer isso?”), divulgam notícias bombásticas, revelam informações que trarão lucro fácil ou pedem dados para um recadastramento importante. As táticas podem até parecer ingênuas, mas, se não trouxessem resultados, já teriam sido descartadas – o que definitivamente ainda não aconteceu.

“As principais vítimas destes golpes são as pessoas que estão começando agora a navegar na internet, ou aquelas que não têm a malícia do uso da informática”, afirma José Antunes, gerente de engenharia de sistemas da empresa de segurança McAfee.

Sempre alerta

É necessário algum tempo de experiência online e muita informação para o usuário ficar realmente atento à parte ruim do universo virtual. Ainda assim, pessoas familiarizadas com a rede – e, teoricamente, menos suscetíveis às fraudes virtuais – nunca devem desdenhar daqueles que acreditam nos textos fraudulentos. Isso porque, no dia da bobeira ou em um momento de distração, o link oferecido naquela mensagem esquisita pode fazer todo sentido.

O importante é estar devidamente protegido com soluções de segurança e ficar sempre alerta, já que cuidados simples podem evitar grande parte dos golpes. O usuário não deve se considerar um sortudo ao receber um e-mail para a seleção do próximo Concurso de Simpatia do Ano, por exemplo, se ele não se cadastrou em site algum.

Tudo sobre Megapixels, Megabytes e DPI

Tudo começa com uma pergunta.

O jargão da fotografia digital pode ser confuso, ainda mais quando tantos termos soam tão similares. Frequentemente encontro pessoas que confundem megapixel e megabyte, por exemplo, e recentemente uma leitora me pediu ajuda com um dos pontos que mais causam confusão: como interpretar o número de “DPI” associado a uma imagem. Ela disse: “Quando eu mando uma foto com 300 DPI por e-mail, ela “muda” para 72 DPI. Porque? E como eu a envio de uma forma que mantenha a resolução”?

Vamos começar pelos megapixels (ou “quão grande”)

Primeiro, as boas notícias: o problema não é tão grave quanto parece, e a foto não está mudando de resolução ou perdendo a qualidade sozinha. Mas para explicar o motivo, tenho que levá-lo em uma jornada através de informações sobre o tamanho das imagens no mundo da fotografia digital. Pronto para ir?

As câmeras são geramente caracterizadas pelo termo megapixel (MP), ou quantos milhões de pixels (pontos que compõem a imagem) os sensores conseguem colocar em uma foto. Uma câmera de 10 MP tira fotos que contém 10 milhões de pixels. Por exemplo, minha Nikon D200 tira fotos com 3872 pixels de largura e 2592 pixels de altura. Multiplique um número pelo outro e você terá… 10.036.224 pixels, ou 10 megapixels.

Então, os megapixels definem o tamanho da imagem, medido na quantidade de pixels que ela contém.

Próximo item: megabytes (ou “quão pesada”)

Também é importante medir uma foto pelo tamanho do arquivo, ou o número de “megabytes” (MB) que ela ocupa no cartão de memória ou HD. Pense nisso como se fosse o “peso” da imagem, como se ela fosse pesada em uma balança.

Megapixels e o tamanho do arquivo (megabytes) não tem quase nada a ver um com o outro. É possível ter uma foto de 10 MP que ocupa menos de 1 MB em seu HD, ou uma que ocupa 6 MB. O tamanho do arquivo depende de vários fatores, incluindo a resolução (em megapixels) mas também o formato de arquivo usado (JPEG ou RAW, entre outros) e o nível de compressão usado pela câmera na hora de salvar a foto, que às vezes é indicado na câmera como “qualidade” (Fine, Super Fine, etc).

Densidade dos pixels: DPI

Finalmente chegamos ao ponto principal, os DPI ou “Dots Per Inch” (Pontos Por Polegada, em Português). Este número ajuda a entender quão grande a imagem vai parecer quando for impressa ou mostrada numa tela, ou seja, seu tamanho de exibição (ou tamanho aparente) e – aqui está a chave – se refere à “mídia” onde ela será exibida, e não à foto em si.

Imagine que você pegou uma das fotos de 10 MP que descrevi no começo do artigo e quer mostrá-la na tela do computador. Os monitores de um PC tendem a ter uma resolução de cerca de 96 DPI, o que singnifica que há 96 pontos por polegada (2,5 cm) de tela. Se você mostrar a imagem em “tamanho natural”, de forma que cada pixel na imagem ocupe um pixel na tela, terá uma imagem com cerca de 40 polegadas (1 metro) de largura. Mas a mesma foto impressa em uma impressora jato-de-tinta a 300 DPI resulta em uma imagem de 30 cm de largura (3872/300).

Resumindo

Megapixels: indica quantos pixels uma foto contém. Serve como um indicador do tamanho da imagem, já que quanto mais pixels maior a imagem, mas não diz NADA sobre a qualidade no que diz respeito a cor, contraste, nitidez, etc.

Megabytes: dizem quanto espaço a foto ocupa no cartão de memória ou HD do PC, e não tem nada a ver com os “megapixels” da câmera. Uma mesma imagem, com a mesma resolução, salva em diferentes níveis de compressão irá resultar am arquivos com tamanhos diferentes em megabytes.

DPI (Dots per Inch): Inútil por si só, esta informação deve ser combinada à resolução da imagem para que seja possível saber qual o tamanho aparente dela em um determinado dispositivo de exibição, seja um monitor ou folha de papel. Para isso você precisa saber o DPI do dispositivo. Por exemplo, monitores de PCs costumam operar a 96 DPI, e a maioria das impressoras jato-de-tinta produz imagens com qualidade “fotográfica” a 300 DPI. Por isso, uma imagem que “enche” o monitor às vezes parece tão pequenininha quando impressa.

 

 

fonte: pcworld

Mais Curiosidades da Informática

Para quem gosta de curiosidades, aí vem mais!

O primeiro computador pessoal

O Altair 8800 é considerado por muitos o pioneiro na era dos computadores pessoais. Foi lançado em 1975 e desenvolvido pela MITS (Micro Instrumentation and Telemetry Systems), nos EUA. Tinha como características uma unidade de processamento central com uma memória de 256 bytes e um complexo sistema de operação.

A origem dos hackers

O mais provável é que tenham surgido no MIT (Massachusetts Institute of Technology). Esse nome era dado aos estudantes aficcionados por complexos sistemas elétricos de maquetes de ferromodelismo. Com o acesso deles aos computadores, passaram a desenvolver pequenos programas e jogos, tudo em nome do desafio de desvendar os segredos da informática.

O primeiro software

O primeiro software de uso geral foi o CTSS (Compatible Time-Sharing System), desenvolvido no MIT e apresentado em novembro de 1961. Em 1980, William (Bill) Gates e seu colega de faculdade, Paul Allen, fundadores da Microsoft, compram o sistema QDOS (“Quick and Dirty Operating System”) e batizam-no de DOS (Disk Operating System), e vendem licenças à IBM. O DOS é considerado por muitos, o primeiro software desenvolvido para computadores pessoais.

A criação do disquete

Em 1967, David Noble, da IBM criou um disco de 8 polegadas e 80 kB que era somente para leitura, mas logo descobriu que a sujeira estragava rapidamente o disco. Assim, criou a capa que encobre os disquetes, e que se tornaram sua marca característica. Em 1975, o tão-famoso disco de 5 1/4 polegadas foi criado, mas a fábrica que o construiu não viu futuro para ele, e o projeto foi arquivado. Somente em 1978 estes disquetes começaram a ser distribuídos, e logo se tornaram muito populares. E, finalmente, em 1982, a Sony criou o disquete de 3 1/2 polegadas, que funcionavam apenas nos seus computadores. Mas logo outros fabricantes começaram a usar o formato e ele se tornou dominante na indústria. Embora a capa que o recobria fosse dura, o disquete continuava sendo chamado de “disco flexível”.

A origem do HD e seus nomes

O primeiro HD (305 RAMAC), ou disco rígido, na época, foi desenvolvido pela IBM em 1957, com uma capacidade de 5Mb. Em 1973 a mesma IBM lançou o modelo 3340 “Winchester”, nome que ficou popularizado e hoje está em desuso.

O nome disco rígido (hard disk) foi criado para ser chamado por oposição a disco flexível (do inglês, “floppy disk”).

Como fazer a bateria da câmera durar mais

Você já perdeu uma ótima foto porque a bateria de sua câmera descarregou sem aviso? Veja algumas dicas para fazê-la durar mais.

Use o viewfinder: se sua câmera tem um LCD e um viewfinder (visor óptico), você pode economizar energia desligando o LCD e usando o viewfinder para compor as cenas. O LCD consome muita energia, especialmente os novos modelos de três polegadas.

Reveja as imagens depois: tente resistir à tentação de rever todas as fotos que tirou antes de chegar em casa. Novamente, usar o LCD por muito tempo aumenta o consumo de energia. Também recomendamos esperar até chegar em casa para apagar as fotos indesejadas, a não ser que o cartão de memória esteja quase sem espaço, porque o acesso a ele também consome bastante energia.

Diminua o tempo de exibição no LCD: outra forma de reduzir o consumo de energia é reduzir o tempo durante o qual a câmera mostra uma imagem recém-capturada. A maioria das câmeras exibe cada nova imagem por cerca de 5 segundos, mas muitas delas permitem reduzir o tempo, ou desligar completamente esta função. Você já entendeu o tema? Quanto menos você usar o LCD, mais tempo a bateria irá durar.

Use a economia de energia: se sua câmera tem um modo de economia de energia, ative-o. Assim, a câmera irá se desligar sozinha após um certo período de tempo se você se esquecer de fazer isso.

Desligue o autofoco contínuo: se você não está fotografando objetos em movimento, desligue o autofoco contínuo para economizar energia: neste modo a câmera usa constantemente um motor para mover a lente e manter a cena em foco. Use o foco manual se possível.

Evite o flash automático: este sistema geralmente prevê direitinho quando a cena precisa de luz extra, mas não é perfeito. Se você está fotografando uma paisagem à noite, ou se está longe da cena, o flash terá efeito quase nenhum sobre a imagem final. Desligue-o. Um bônus: com isso, e com o passar do tempo, você irá aprender quando uma cena precisa ou não de flash, o que vai acabar levando a fotos melhores. Acredite.

Cuide da bateria: se você vai guardar sua câmera por um longo período de tempo, remova a bateria. Se puder descarregá-la completamente antes disso, melhor ainda. Mas não a mantenha vaiza por muito tempo: tente carregá-la completamente e usá-la pelo menos uma vez por ano. Caso contrário ela pode “morrer” de vez.

Tenha extras: isso é para quando tudo o mais falhar: sempre carregue uma bateria de backup, carregada, para o caso da bateria principal se esgotar antes do tempo. Você pode encontrar pilhas e baterias extras para a sua câmera online, ou na mesma loja onde a adquiriu.

Curiosidades da Informática

Para aqueles que gostam de informática e para aqueles que não gostam apenas de informática, mas gostam de saber quem fez e como fez cada peça ou programa, aí estão curiosidades básicas para se começar um estudo.

Quem criou o mouse ?

O norte-americano Douglas Engelbart, engenheiro eletrônico, foi quem criou o mouse, em 1968. Mas quando sua invenção começou a se popularizar, sua patente já havia vencido, ou seja, ele acabou não recebendo nada pela sua criação.

O primeiro computador pessoal a utilizá-lo foi o Lisa, modelo desenvolvido pela Apple, em 1983.

Quem criou o teclado?

Na verdade, não foi bem uma criação específica para os computadores. Foi uma adaptação do teclado das antigas máquinas de escrever, com alguns acréscimos de comandos. O posicionamento das letras, foi criada pelo norte-americano Christopher Latham, em 1870. Essa combinação é chamada “Qwerty”, por causa das letras que iniciam o teclado, e a ordem delas foi desenvolvida segundo o idioma inglês, para combinar os pares de letras mais usadas dessa língua.

Quem criou a conexão USB?

O padrão USB (Universal Serial Bus) foi desenvolvido por um consórcio de empresas, entre as quais destacam-se: Microsoft, Apple, HP, NEC, Intel e Agere. O intuito era criar uma conexão entre o computador e vários perifé ricos sem ter a necessidade de desligamento do aparelho. A primeira versão do projeto surgiu em 1994. O padrão atual mais usado, o USB 2.0 foi lançado em 2000.

 

Intel usa ficção científica para imaginar futuro da tecnologia

A fabricante de processadores Intel contratou autores consagrados de ficção científica para que eles escrevam histórias curtas que imaginem futuros usos para a tecnologia da empresa.

A coleção, chamada “O Projeto Amanhã”, tem como objetivo capturar a imaginação do público em relação às pesquisas atuais da empresa.

A Intel acredita que isso poderá ajudar a antecipar as aspirações dos consumidores, e fomentar a adoção futura de seus produtos.

Projeto Amanhã

O Projeto Amanhã é liderado pelo futurista da Intel, David Brian Johnson, que se refere ao projeto como uma forma importante de avaliar as tendências tecnológicas do futuro.

“Quando projetamos chips para colocar em sua televisão, em seu computador, seu telefone – nós precisamos fazer isso com cerca de cinco ou dez anos de antecedência. Nós precisamos ter uma compreensão do que as pessoas vão querer fazer com esses dispositivos,” disse Johnson.

“O que a ficção científica faz é nos dar uma maneira de pensar sobre as implicações das tecnologias que estamos construindo, para as pessoas que vão realmente usá-las.”

O conceito é chamado de “moldar o futuro”, e visa dirigir os futuros usos da tecnologia, em vez de simplesmente responder às forç as do mercado.

“Se nós pudermos dar às pessoas uma visão do futuro – e fazer isso através da ficção científica – nós poderemos capturar a imaginação das pessoas”, disse Johnson.

Contadores de história

A iniciativa sugere uma mudança cultural pela gigante dos processadores, que teve de se adaptar a mudanças bruscas na paisagem da tecnologia de consumo.

Nas últimas décadas, a Intel foi capaz de impulsionar o progresso e lucrar através de incrementos constantes na velocidade dos processadores.

No entanto, em um mundo pós-PC, empresas como a Apple têm usado com sucesso as inovações no estilo de vida para conduzir os apetites futuros do mercado.

“A Intel dominou o mercado de computadores pessoais e de servidores por um longo tempo. Conforme o mundo se move para dispositivos móveis, onde ela não é a número um, o que eles vão fazer?” comentou o escritor britânico Ray Hammond, que olhou as pesquisas em desenvolvimento nos laboratórios da Intel e as utilizou como base para seu “Mercy Dash”, que faz parte do Projeto Amanhã.

O autor acredita que a narrativa tem um papel importante a desempenhar nas tecnologias do futuro.

“Contar histórias é algo muitas vezes subestimado em marketing e desenvolvimento. Isto pode engendrar reações que você simplesmente não obtém apenas mostrando um monte de slides. Os melhores CEOs – como Steve Jobs, da Apple – são os contadores de histórias mais brilhantes,” disse o Sr. Hammond.

Técnica detecta fraude em transação bancária via internet

O professor Stephan Kovach, Escola Politécnica (Poli) da USP, desenvolveu um novo sistema para que as instituições bancárias possam detectar fraudes em transações financeiras via internet.

Identificação única do computador

O método é baseado na coleta de uma série de dados do computador do usuário que, juntamente com o IP, compõem uma identificação única da máquina de onde está sendo feito o acesso.

Nas simulações, o método foi capaz de detectar a fraude com um êxito de 90% a 94%, contra 70% do método tradicional.

“Os sistemas tradicionais usados pelos bancos geralmente consideram apenas métodos estatísticos, que levam em conta o comportamento do cliente, como datas de pagamentos de contas, saques, transferências, valores máximos retirados, etc.”, diz o engenheiro.

A proposta desenvolvida por Kovach alia o método tradicional de análise do comportamento do cliente à análise da identidade da máquina de onde a conta bancária está sendo acessada.

O sistema inclui um módulo a ser baixado pelo usuário. Esse pequeno programa gera a identificação do computador juntando informações como sistema operacional, número de série do processador, endereço MAC da placa de rede e “outros detalhes de configuração”.

“Geralmente as pessoas mantêm um número limitado de contas bancárias, e as acessam de um ou dois computadores diferentes. Então, podemos deduzir que, se uma mesma máquina tenta acessar diversas contas acima de um número pré-estabelecido pelo administrador do banco, é porque há algo errado”, explica o pesquisador.

Prevenção das fraudes

Kovach explica que há duas vertentes nesta área: a prevenção de fraudes e a detecção de fraudes.

“A prevenção consiste em tomar medidas para evitar que ocorram fraudes antes do término de uma transação. A prevenção é feita normalmente durante a fase de autenticação de um usuário tradicionalmente utilizando senhas, frases secretas, dispositivos de geração de códigos secretos (tokens), etc.”, esclarece.

“Muitas pessoas recebem e-mails fraudulentos dizendo que o nome delas está no Serasa e que, para limpá-lo, basta acessar um determinado link. Quando a pessoa acessa o endereço, é instalado um programa no computador que fornecerá ao golpista informações sigilosas da pessoa, como número da conta corrente e senha”, explica.

De posse da senha bancária, o fraudador tentará acessar a conta e realizar alguma transação indevida.

Detecção das fraudes

O próximo estágio é a detecçã o da fraude. “Ela entra em ação quando a prevenção não consegue evitar a fraude”, conta o pesquisador.

É quando o banco percebe que uma transação bancária está sendo realizada por alguém não autorizado, que se faz passar pelo dono da conta bancária a fim de efetuar pagamento de contas, retiradas e transferência de dinheiro, e outras transações sem autorização.

“Os fraudadores costumam atacar várias máquinas ao mesmo tempo a fim de roubar as senhas bancárias. Se ele ataca, por exemplo, 1.000 computadores e consegue invadir, de fato, 5 deles, já consegue alguma coisa”, destaca Kovach.

Por isso, se uma mesma máquina e, respectivamente, uma mesma identidade, acessa diversas contas bancárias ao mesmo tempo, será o indicativo de que há algo errado. É emitido um alarme e o banco tem a possibilidade de bloquear aquela transação.

De acordo com o pesquisador, algumas empresas já se interessaram pelo sistema.

Seis mitos sobre segurança no computador e a verdade sobre eles

Saiba o que se passa na cabeça dos usuários de PCs e por que a questão da segurança continua da forma como sempre foi.

Ao que parece, a mensagem clássica da indústria de segurança é sempre algo parecido como “você deveria saber que não poderia clicar neste link”,ou “como pôde acreditar que aquela mensagem realmente veio de sua mãe?”.

Para alguns usuários de computadores é incrível acreditar que ainda existam tantas vítimas dos mesmos golpes (ainda que ligeiramente diferentes).Mas o que é que os desenvolvedores de sistemas de segurança têm feito para ajudar realmente estas pessoas?

Listamos abaixo seis situações corriqueiras, a percepção comum que os usuários têm a respeito delas, e como os especialistas em segurança lidam com o assunto.

“Se um e-mail parece autêntico, então ele é seguro”
Ao que parece, os desenvolvedores de sistemas de segurança acreditam mesmo que todos os usuários são tão inteligentes quanto eles. Afinal, mensagens spam, ataques phishing e todo tipo de malware têm existido há anos. Se os especialistas não se surpreendem quando um ataque se faz passar por uma mensagem eletrônica verdadeira, por que, então, os usuários não pensam da mesma maneira?

Para os técnicos, a desconfiança é parte de sua natureza, mas não se pode esperar que tal característica seja inerente ao usuário comum. Em vez disso, os especialista ainda ficam surpresos e até mesmo consternados quando veem internautas sendo ví timas desse tipo de armadilha.

Mas não se pode simplesmente culpar alguém que tenha sido vítima de ataque phishing só porque resolveu acreditar em uma mensagem de cancelamento de uma compra feita em um site de e-commerce, com grandes chances de que uma compra de fato tenha ocorrido em tal site.

“Esta mensagem é de alguém que conheço, portanto é segura”
Quem lida diariamente com questões relativas à segurança eletrônica sabe que não se pode descuidar de spammers e de outros tipos de ataques que encontram maneiras de burlar o campo “remetente” em uma mensagem eletrônica.

Existem diversas formas de fazer isso, mas sua mãe ou mesmo a secretária da empresa pode ter conhecimento suficiente para concluir que um e-mail que fale de uma super liquidação, por exemplo, não tenha mesmo sido enviado por alguém conhecido.

Tudo o que os especialistas dizem é que o e-mail, com uma carta comum, pode trazer escrito no envelope o nome de um remetente que conhecemos sem que esta carta tenha realmente sido enviada por tal pessoa.

“Se um amigo publica um link do Facebook ou Twitter, então ele é seguro”
As redes sociais cresceram muito em termos de popularidade e as comunidades – se é que podemos chamá-las assim – de criminosos virtuais já embarcaram nessa onda também. Mesmo porque na maioria das vezes são os mesmos que, antes, enviavam emails de spam ou phishing scams. Agora, dirigem seus esforços para onde as vítimas potenciais estão: as redes sociais.

Por meio de aplicações web tais como Cross-site Scripting (XSS), mensagens podem ser publicadas em redes sociais de forma que pareçam ter sido escritas por pessoas conhecemos. Elas parecem legítimas, quando na realidade não são.

“Estou seguro se apenas ler um e-mail, sem clicar em nada ou abrir anexo”
Bons tempos aqueles em que, para ser infectado, o usuário precisava clicar em um arquivo executável ou abrir voluntariamente um anexo que chegasse pelo e-mail, para que a praga, qualquer que fosse, começasse a agir.

Mas hoje existem diversos modos pelos quais um criminoso virtual utiliza um e-mail para atingir seus objetivos sem que o destinatário da mensagem precise clicar em um link qualquer.

Isso por ser feito, por exemplo, por meio de HTML IMG ou IFRAME tags, em combinação tem técnicas de XSS a partir de um site vulnerável. Muitas destas técnicas podem ser tão perigosas quando um arquivo executável que venha como anexo no e-mail.

O problema é que a maior parte dos usuários sequer sabe disso e pouco se ouve a indústria de segurança fazer qualquer coisa para evitar que isso ocorra.

“Clicar em uma URL mas não fazer qualquer coisa no site que abrir me deixará seguro”
Indo um pouco mais além, qual o risco que se corre em visitar um determinado endereço na web se o internauta não fizer qualquer coisa além disso ao chegar no site em questão?

Converse com qualquer especialista em segurança e você vai obter uma relação de motivos para que isso não seja feito. Só que se pode esperar que seu filho ou sua tia tenham noção disso, e que se lembrem dessas ameaças enquanto estão passeando pela internet. E muito menos culpá-los, depois, caso seja vítimas de um ataque qualquer.

“O browser exibe o cadeado, então o site em questão é seguro”
Há anos a indústria de segurança vem dizendo para as empresas utilizarem SSL ao construírem sua páginas na web e, agora, o que ouvimos é dizerem que a criptografia oferecida SSL, por si só, não é necessariamente segura.

Note que sob a perspectiva dos usuários, nada do que estejam fazendo está errado. Os especialistas em segurança devem reconhecer também que mesmo os internautas mais bem intencionados, vez por outra farão algo ou tomaram um decisão a respeito de algo que os irá colocar em risco. E farão isso não porque são tolos, mas pelo fato de os especialistas não compartilharem adequadamente do conhecimento que têm a respeito das ameaças à segurança. E deveriam fazer isso sempre!

É provável que esse seja o ponto no qual a indústria de segurança mais falha. Por anos, ela tem tentado evitar que os ataques ocorram e faz isso advertindo os usuários a não fazerem coisas tolas, como clicar em links. E, quando eles fazem isso, os especialistas dizem que a culpa por terem sido vítimas é do próprio usuário do PC, mesmo quando as orientações contrárias tenham sido publicadas em artigos especializados que falam a respeito de malware, ataques phishing e XSS. E tenham sido ouvidas por um número restrito de usuários.

Ok. A indústria de segurança tem feito mais do que isso. Ela tem forçado os usuários a instalarem software antivírus, firewalls, detectores de todo tipo de malware e spyware e muito mais. E a pagar por isso, na maior parte das vezes. Mas não foi capaz de fazer nada para impedir que novas ondas de ataques surjam, ano após ano.

O problema é muito amplo e uma solução para esta situação não será facilmente alcançada.

Entretanto, os programas em computador, do mais básico deles – o sistema operacional – passando por clientes de e-mail, programas navegadores etc., devem ajudar os usuários a fazerem coisas em seus computadores de forma segura. Tais soluções precisam ser suficientemente espertas e resilientes para que os usuários possam fazer o que eles querem fazer, e não deixar de funcionar se algo der errado ou fugir às regras.

 

 

fonte: http://pcworld.uol.com.br

Como lidar com um CD, DVD ou Pendrive com vírus?

Você tem um pendrive, CD ou DVD que sabe que está infectado com vírus, mas também tem arquivos importantes lá dentro que precisa recuperar. Como fazer isso sem contaminar o PC? O procedimento é arriscado, mas não muito: basta ser cauteloso.

A solução mais simples é inserir o disco ou pendrive em um PC com Linux ou em um Mac e copiar os arquivos dos quais você precisa para uma mídia “limpa” (como ou outro pendrive). A maioria absoluta do malware é específica a um sistema operacional, então um vírus para Windows não irá causar danos a um sistema com MacOS ou Linux.

Mas se você pretende usar um PC, atualize seu anti-vírus antes e instale alguns utilitários extras contra malware, como o Malwarebytes Anti-Malware e o SUPERAntiSpyware, ambos com versões gratuitas. Depois de instalar, atualize eles também.

Você não quer que o Windows inicie automaticamente um programa malicioso assim que você inserir o disco ou pendrive no PC, então é necessário desabilitar um recurso do Windows chamado Autorun ou Autoplay (Reprodução Automática). Você sempre pode habilitá-lo novamente mais tarde, se quiser, embora os especialistas em segurança não recomendem isso.

Se você está usando o Windows XP, precisará de um utilitário gratuito criado pela própria Microsoft, chamado TweakUI, para fazer a alteração. Depois de instalar e abrir o programa, clique em My Computer / Autoplay / Types no painel esquerdo. Desmarque as opções Enable Autoplay for removable drives e Enable Autoplay for CD and DVD drives.

Se você usa o Windows 7 e o Windows Vista, o processo é mais fácil. Clique no menu Iniciar, digite “reprodução” na caixa de pesquisa e tecle Enter. Desmarque a opção “Usar Reprodução Automática em todas as mídias e dispositivos”.

Agora você pode inserir com segurança a mí dia infectada em seu computador. Mas não abra nem copie nenhum arquivo ainda. Primeiro, faça uma varredura na mídia com todos os programas anti-vírus e anti-malware que você tiver. Você precisa determinar se os arquivos dos quais você precisa estão infectados, e caso estejam, se podem ser limpos.

Depois que você tiver certeza de que os arquivos que você quer são seguros, aí sim você poderá copiá-los para seu HD.

Mas o que fazer com a mídia depois disso? Você não quer que alguém a insira por descuido em um PC e o infecte, certo? Se for um CD ou DVD, o jeito é descartá-lo. Esfregue o lado prateado com palha de aço ou uma lixa fina (para inutilizá-lo) ou corte-o em pedaços usando uma tesoura grande ou picotadora de papel adaptada para triturar discos. Não tente quebrar o disco com as mãos, pois você corre o risco de se cortar nas lascas de plástico afiadas.

Já os pendrives podem ser reaproveitados. Há vários programas que podem fazer uma “limpeza”, recomendamos o Eraser, que é gratuito. Ele oferece várias formas de apagar os dados no pendrive, várias delas bastante demoradas. Recomendo qualquer uma das opções marcadas como “(1 pass)”, como a “Pseudorandom Data”. Você não precisará de nada além disso.

Evite ser pego pelo malware

Malware é um termo usado para descrever uma ampla categoria de software nocivo que inclui vírus, worms, cavalos de tróia, rootkits, spyware (software espião) e adware (software que enche seu PC de propaganda). Os efeitos do malware vão de um simples incômodo a panes frequentes no PC e roubo de identidade. É mais fácil evitar o malware do que removê-lo, e para isso é necessária uma estratégia em duas partes. Siga nossas dicas para se manter seguro.

Fique atento e evite o malware

O principal fator na prevenção de uma infecção de seu PC por malware é você mesmo. Você não precisa ter treinamento ou conhecimento especializados, basta ficar de olho e evitar baixar e instalar qualquer coisa que você não entende ou na qual não confia, não importa quão tentadora seja a oferta, de fontes como estas:

De um site na web: se você não tem certeza, deixe o site e faça uma pesquisa sobre o software no Google. Se ele for inofensivo, basta voltar ao site e instalar. Se não, você terá evitado uma dor de cabeça.

De um e-mail: não confie em nada associado a uma mensagem de spam, e tenha cautela com e-mails de conhecidos que tenham links ou anexos. Se você suspeitar do que a mensagem quer lhe mostrar ou instalar, não clique nos links e apague-a.

De mídia física: seus amigos, familiares e conhecidos podem, sem perceber, lhe passar um disco ou pendrive contendo um arquivo infectado. Não abra nem execute nenhum arquivo sem antes analisá-lo com um software de segurança.

De uma janela pop-up: ao navegar na internet é comum encontrar janelas e avisos que tentam lhe empurrar um programa, prometendo corrigir ”erros críticos”, “falhas de segurança” ou “otimizar seu PC”. Estas mensagens geralmente tentam assustá-lo para fazer com que você aceite o que está sendo oferecido. Feche estas janelas imediatamente sem clicar em nada dentro delas, inclusive no X no canto da janela: use o atalho Alt+F4, ou clique com o botão direito do mouse no botão ou ícone correspondente a ela na barra de tarefas e clique em “Fechar janela”.

De outros softwares: alguns programas tentam colocar malware em seu computador como parte do processo de instalação. Ao instalar um programa, preste muita atenção na janela do instalador antes de clicar em botões como “Próximo”, “OK” ou “Eu Aceito”. Leia o contrato de licença em busca de menções a malware que possa ser parte da instalação. Se não tiver certeza cancele o processo, faça uma busca sobre o programa no Google e, se ele for mesmo seguro, instale-o novamente.

De serviços de compartilhamento de arquivos: se você se aventurar por aqui, estará sozinho. Não há controle de qualidade no mundo do software ilegal, e é fácil para um criminoso dar a um malware o nome de um filme, álbum ou programa popular para tentar fazer com que você o instale.

Bloqueie o malware com o software certo

É provável que, não importa o quão cuidadoso você seja, um dia você será infectado. Isto acontece porque o malware é projetado para se infiltrar em seu computador de formas que você nem pode prever. Proteja-se com os seguintes programas:

Um sistema operacional atualizado: use o Windows Update e tire proveito de sua capacidade de avisá-lo automaticamente sobre novas atualizações. Melhor ainda, configure-o para baixá-las e instalá-las automaticamente e fique tranquilo.

Um navegador atualizado: não importa qual navegador você usa, mantê-lo em dia é vital para impedir uma infecção. Mozilla Firefox e Google Chrome são exemplos de browsers capazes de se atualizar automaticamente. Também aproveite recursos como bloqueio de pop-ups e varredura de downloads.

Software antivírus: se você quer se manter seguro, use um software antivírus. Mantenha-o atualizado, ligado e agendado para fazer uma varredura completa em sua máquina pelo menos uma vez por mês. Não rode dois antivírus na mesma máquina, ou pode acabar havendo conflito entre eles.

Software anti-malware: também conhecido como anti-spyware, é um componente comum de muitos pacotes de segurança no mercado, como o Norton Internet Security, Kaspersky Internet Security, Trend Micro Titanium Internet Security, Panda Internet Security e Microsoft Security Essentials, entre muitos outros.. Se você não tem um, instale um anti-malware avulso que não entre em conflito com seu antivírus (veja os sites dos fabricantes) e mantenha-o atualizado.

Firewall: use ao menos o Windows Firewall, parte de versões recentes do Windows deste o XP SP 2, ou então um software dedicado para esta tarefa. Não rode dois firewalls simultâneamente, pois um pode interferir no outro.

Filtro de SPAM: se seu programa de e-mail não dá conta do recado na hora de filtrar as mensagens que chegam à sua caixa postal, considere o uso de um software especializado para esta tarefa. A maioria dos pacotes de segurança inclui um anti-spam, basta ativá-lo no painel de controle do software.

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